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23
2009

Redes do governo têm 48 mil ataques por dia

Deputados foram comunicados que redes do governo têm problemas de segurança

Deputados foram comunicados que redes do governo têm problemas de segurança

Em uma audiência sobre terrorismo, há mais de um mês, cinco deputados federais ouviram de uma comissão os problemas graves de segurança nas 320 principais redes do governo.

As informações da notas taquigraficas da audiência, publicadas hoje pelo colunista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, revelam que crackers fazem 2 mil ataques por hora às redes do governo, entre elas a do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e a do Banco do Brasil.

Raphael Mandarino Junior, diretor de segurança da informação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), é quem apresenta os dados que constam na taquigrafia. Durante a audiência aos deputados, ele explicou que a maioria dos ataques, ou seja, 70% deles, visam informações bancárias. Já 10% deles são direcionados aos INFOSEG, uma rede do Ministério da Justiça, com o intuito de capturar dados sobre inquéritos policiais e processos.

Mandarino revelou que os dados pessoais dos funcionários públicos também são cobiçados pelos crackers. Os ataques para capturar esse tipo de informação representam 15% do total das ocorrências.

Milhões de problemas

Os problemas de segurança, informa a Folha, ocasionam milhões de incidentes nas 320 redes do governo. Em uma delas, os especialistas da GSI contaram 3,8 milhões de problemas como falhas técnicas, tentativas de invasão, vírus, spams e outros tipos de pragas digitais. Mandarino disse aos deputados que ele e seus técnicos analisam cerca de 200 novos malware por mês.

Mandarino revelou, durante a audiência, que nem todos os problemas de segurança são simples e fáceis de resolver. Contou ainda aos deputados que um órgão público teve um computador invadido por crackers do Leste Europeu. Eles modificaram as configurações do equipamento, mudaram a senha e o tornaram inacessível. Para “libertar o servidor”, pediam 350 mil dólares. O governo não pagou o resgate, contudo, precisou de ajuda de técnicos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de especialistas em segurança digital.

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About the Author: Edu Nicácio

Analista de Sistemas com experiência em sistemas de médio e grande porte em empresas de Telecom, Seguros e Automobilística. Possui mais de sete anos de experiência em desenvolvimento de sistemas Web, cliente-servidor, multi-camadas e desktop, trabalhando com tecnologias como .Net (C#), Java, Delphi, ASP, JavaScript, XML, CSS, XHTML, SQL, Transact/SQL, PL/SQL, PG/SQL, MySQL, Unix/Linux e ShellScript. Quando não está estudando ou desenvolvendo alguma coisa nova, gosta de passar o tempo com a esposa e os amigos.

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