dez
7
2009

História dos processadores: do Pentium III ao Athlon

Pentium-III FC-PGA

Pentium-III FC-PGA

Ótimo artigo de Carlos Morimoto, do Guia do Hardware, sobre esses que já foram os mais poderosos processadores em suas respectivas épocas…

Veja trecho abaixo:

“O Pentium III trouxe uma série de refinamentos sobre a arquitetura do Pentium II, que tornaram a plataforma mais elegante, melhoraram o desempenho em diversas áreas e, em resumo, permitiram que ela se popularizasse, com processadores e placas mais baratas, que permitiram que a Intel recuperasse parte do terreno perdido.

As versões iniciais do Pentium III competiram com os cansados K6-2 e K6-3, que passaram a perder espaço, vítimas dos cortes nos preços da Intel e do lançamento de versões mais competitivas do Celeron. Para piorar, muitos fabricantes (entre eles a infame PC-Chips) inundaram o mercado com placas super 7 de baixa qualidade, com todo o tipo de problemas. Isso acabou queimando a imagem da plataforma, fazendo com que muitos migrassem para a linha da Intel. A resposta da AMD veio com o lançamento do Athlon, sobre o qual falarei no próximo tópico.

A versão inicial do Pentium III foi lançada em fevereiro de fevereiro de 1999. Ela foi uma versão transitória, baseada no core Katmai (de 0.25 micron) que ainda utilizava o encapsulamento SEPP e o cache L2 externo operando à metade da frequência do processador. O clock também não era muito diferente, com o processador operando a 500 MHz (apenas 50 MHz mais rápido que a última versão do Pentium II).

A grande inovação foi a inclusão das instruções SSE, um conjunto de 70 novas instruções que foram originalmente apresentadas como um contrapeso às instruções 3D-Now da AMD, mas que eventualmente acabaram roubando a cena.

A idéia básica em torno do SSE (assim como no caso do 3D-Now) é o uso de instruções SIMD (Single Instruction, Multpliple Data) que permitem repetir uma mesma operação em um conjunto de 2 a 16 valores (até 16 inteiros de 8 bits, ou 4 números de ponto flutuante de 32 bits e dupla precisão, entre outras possibilidades) com todo o conjunto consumindo um único ciclo de processamento, em vez de um ciclo para cada um. Em resumo, o uso do SIMD permite que o programador diga “adicione 2 em A, B, C e D”, em vez de dizer “adicione 2 em A, adicione 2 em B, adicione 2 em C e adicione 2 em D”.

As instruções SIMD são úteis em diversas situações, como ao manipular vetores em uma imagem 3D (jogos e aplicativos de renderização), aplicar filtros de edição (editores de imagem), compactar ou descompactar arquivos ou converter arquivos de audio e vídeo e assim por diante.

Apesar do termo “conjunto de instruções” sugerir apenas o uso de otimizações de software, as instruções SSE representaram mudanças físicas dentro do processador, com a adição de uma nova unidade de execução e de novos registradores, que efetivamente permitem que o processador execute mais processamento por ciclo.”

Leia na íntegra em Guia do Hardware.

Posts relacionados

About the Author: Edu Nicácio

Analista de Sistemas com experiência em sistemas de médio e grande porte em empresas de Telecom, Seguros e Automobilística. Possui mais de sete anos de experiência em desenvolvimento de sistemas Web, cliente-servidor, multi-camadas e desktop, trabalhando com tecnologias como .Net (C#), Java, Delphi, ASP, JavaScript, XML, CSS, XHTML, SQL, Transact/SQL, PL/SQL, PG/SQL, MySQL, Unix/Linux e ShellScript. Quando não está estudando ou desenvolvendo alguma coisa nova, gosta de passar o tempo com a esposa e os amigos.

Deixe um comentário

Spam protection by WP Captcha-Free

Publicidade