11
2010
Industrialização chega aos crackers
Um estudo feito pela Imperva aponta que os crackers estão passando por um processo de industrialização, causado pela demanda desses indivíduos.
De acordo com a empresa de segurança, a indústria do crime digital passa por uma fase de refinamento, que tem o objetivo de aumentar sua eficiência, escalabilidade e lucratividade.
O documento chega a definir funções para os diferentes tipos de criminosos, como os pesquisadores, responsáveis por localizar vulnerabilidades em programas e serviços, os fazendeiros, que cuidam do crescimento das botnets, e os negociadores, que fazem a distribuição do código malicioso.
“A emergente industrialização dos crackers é correspondente à maneira com que a revolução do século 19 avançou métodos e acelerou o processo de manufatura de um produto para a produção em massa”, aponta o comunicado da Imperva.
A companhia aponta um ataque coordenado aos domínios educacionais (.edu) como exemplo dessa “revolução industrial”.
“Este ataque contra instituições acadêmicas destaca como a atividade dos crackers se tornou industrializada, atingindo grandes instituições, incluindo UC Berkeley, Ohio State, entre outras. Ironicamente, esta técnica, que é o método mais prevalecente para criar caos no ciberespaço, ainda permanece virtualmente desconhecida do público em geral”, explica Amichai Shulman o CTO da Imperva.
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