Mar
10
2014

Transistor mais rápido do mundo vai superar a barreira do Terahertz

Transistor mais rápido do mundo

Agora é uma questão de “ajeitar as coisas” para que as velocidades-recorde sejam alcançadas a temperatura ambiente. [Imagem: Georgia Tech/Rob Felt]

Acaba de ser demonstrado o transístor de silício mais rápido já fabricado. E o recorde anterior foi triturado: o novo transístor de silício-germânio operou a 798 GHz, mais de 200 GHz mais rápido do que o recordista anterior.

Embora o recorde tenha sido batido em temperaturas extremamente baixas – como geralmente ocorre nesses casos – a equipe dos EUA e da Alemanha afirma que agora é uma questão de “ajeitar as coisas” para que as velocidades-recorde sejam alcançadas a temperatura ambiente.

“O transístor que testamos tem um projeto conservador, e os resultados indicam que há um potencial significativo para alcançar velocidades similares à temperatura ambiente,” disse o professor John Cressler, líder da equipe.

“Mais do que isso, eu acredito que estes resultados também indicam que o objetivo de quebrar a chamada ‘barreira terahertz’, ou seja, alcançar velocidades terahertz em um transístor de silício-germânio robusto e fabricável industrialmente, está ao nosso alcance,” complementou Cressler.

Antes disso, o componente poderá ser usado em aplicações que já funcionam em temperaturas criogênicas, como em satélites artificiais e sondas espaciais ou em equipamentos de imageamento médico.

Transístor bate recorde e quer superar barreira terahertz

O nanotransístor de silício-germânio é do tipo HBT, ou transístor bipolar de heterojunção. [Imagem: John Cressler Group]

Transístor HBT

O nanotransístor de SiGe (silício-germânio) é do tipo HBT (heterojunction bipolar transistor, ou transístor bipolar de heterojunção).

O silício é muito bom para o dia a dia, mas não é páreo para outros semicondutores quando o assunto é um desempenho extremo.

Quando o assunto é bater recordes, os materiais mais usados são o fosfeto de índio, arseneto de gálio e nitreto de gálio.

O problema é que todos são caros demais para serem usados em larga escala.

É por isso que os pesquisadores estão interessados no silício-germânio – o alto desempenho do germânio dá uma turbinada no silício.

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About the Author: Eduardo Nicácio

Analista de Sistemas com experiência em sistemas de médio e grande porte em empresas de Telecom, Seguros e Automobilística. Possui mais de nove anos de experiência em desenvolvimento de sistemas Web, cliente-servidor, multi-camadas e desktop, trabalhando com tecnologias como .Net (C#), Java, Delphi, ASP, JavaScript, XML, CSS, XHTML, SQL, Transact/SQL, PL/SQL, PG/SQL, MySQL, Unix/Linux e ShellScript. Quando não está estudando ou desenvolvendo alguma coisa nova, gosto de passar o tempo com sua esposa e os seus amigos.

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