Athlon XP 2500+ @ 3200+

Introdução

AMDSegundo os dados de 2002 da Gartner Dataquest, os processadores da AMD estão presentes em cerca de 20% dos computadores produzidos mundialmente. Na América Latina, este índice sobe para 25% e, no Brasil, para impressionantes 47%! Isso só vem ressaltar a grande diferença que marca o mercado brasileiro em comparação, inclusive, com seus vizinhos Sul Americanos.

Ao contrário do que se possa imaginar, isso não se deve a uma “visão aguçada” por parte dos integradores, nem tampouco a uma “pipeline de poucos estágios”. O que conta mesmo, pelo menos aqui no Brasil, é o preço, uma vantagem indiscutível dos processadores AMD. Veja: a preços de março de 2004, um Athlon Barton 2500+ podia ser encontrado na região da Sta. Ifigênia, em São Paulo, por cerca de R$300,00, ao passo que um Pentium 4 2,4GHz HT com FSB 800MHz era encontrado por R$550,00. Com essa diferença, dá para se adquirir um módulo de memória DDR400 com 256MB de boa qualidade (Kingston, Crucial, Samsung).

T-BirdDesde seu lançamento, os processadores AMD Athlon vêm conquistando usuários que buscam performance sem necessariamente ter que pagar mais caro por um processador Intel. Quando da criação dos modelos Socket A, estas eram as CPUs com a melhor performance na plataforma PC. Diversos testes disponíveis na internet apontam uma indiscutível superioridade dos Athlon frente aos Pentium III e Pentium 4 iniciais. Tanto isso é verdade que os TBird de 1GHz (primeira CPU a chegar a casa do Gigahertz!) ainda consta em muito benchmarks como a mais rápida CPU clock-by-clock do mercado.

Mas a que se deve este desempenho todo? Algumas características destes processadores podem nos ajudar a compreender isso. Primeiro, os Athlon em geral possuem dois níveis de cache não inclusivos. Isso significa que o conteúdo do cache L1 não é copiado no cache L2, como acontece com a maioria das outras CPUs do mercado. Outro fato que contribui muito é a manutenção de uma pipeline com menos estágios, que executa até 9 instruções por ciclo de clock. É por isso que a frequência máxima alcançada até agora por um Athlon comercial foi 2,25GHz (Barton 3200+), ao passo que o Penium 4 já alcançou 3,4GHz (mas sua pipeline possui 20 estágios e executa apenas 6 instruções por ciclo de clock).

Neste artigo, iremos apresentar as diversas gerações de Athlon que utilizam o Socket A, começando pelo Athlon Thunderbird (lançado em 2000), até culminar com os segredos que envolvem as pontes dos últimos XPs: Thorougbred e Barton (lançado em 2003). Aprenda também como destravar seu processador (caso esteja travado), escolher boas placas para o sucesso de seu overclock e, de quebra, ganhar até 700 pontos de classificação dos athlon sem pagar nada mais por isso.

Nota: O autor não se responsabiliza pelos problemas que venham a ocorrer se seguidas as instruções deste artigo. Ele deve ser encarado apenas como forma de aprendizado, com fins pedagógicos.
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